VIAGEM AO RIO DE JANEIRO
- Erivan Santana

- há 10 horas
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A viagem era na verdade, a São Januário, para um jogo válido pelo campeonato brasileiro, entre Vasco e Santos. Eu estava ansioso para conhecer o Rio de Janeiro, mas principalmente, o famoso estádio cruzmaltino, localizado no bairro de São Cristóvão.
O ônibus partiu de Teixeira de Freitas, às 16:00hs, com todos os assentos ocupados, em uma excursão da torcida organizada “Paixão Vascaína”. A primeira parada foi em São Mateus, para o jantar e a segunda, em Casimiro de Abreu, esta, mais longa, para o café da manhã, banho etc. No retorno, faríamos as mesmas paradas.
A viagem seguiu tranquila, e aquelas pessoas, a maioria desconhecidos entre si, se sentiam irmanados, como se fosse uma família.
Nas primeiras horas da manhã, chegávamos à Cidade Maravilhosa, ao passar pela ponte Rio-Niterói, dava para avistar o Cristo Redentor, ainda encoberto por alguma neblina da manhã.
Às 9:00hs, estávamos em São Januário. De imediato, chamou-me a atenção, já naquela hora, o movimento intenso de pessoas, torcedores, transeuntes, vendedores, turistas etc., uma vez que o jogo seria apenas à tarde.
Foi aí que compreendi a força do futebol, e em especial do Vasco da Gama, um clube nascido a partir da participação e da força popular, e o seu estádio comprova isso, assim como todo o seu entorno.
Havia combinado com um amigo radicado no Rio de Janeiro, o escritor, editor e poeta Jorge Ventura, de irmos a Copacabana, mais especificamente, à celebrada estátua de Drummond, para conhecer e tirar uma foto. Ainda deu tempo de conhecer o Pão de Açúcar e o Corcovado e vi de longe, o Cristo Redentor.
Retornei a São Januário, perto do meio-dia, almocei e fiquei por ali, esperando a hora do jogo, mas antes, ainda conheci e vi o Edmundo, que fazia campanha para Deputado Federal, ali por perto. Esse honrou o manto cruzmaltino, pensei.
Era muita coisa acontecendo em tão pouco tempo. Entrei no estádio às 15:00hs, e a essa altura, já tinham muitos torcedores, que foi aumentando rapidamente, e na hora do jogo, já estava cheio, lotado, não havia lugar para mais ninguém.
A emoção era grande, vendo aquela multidão abraçar um time que há anos não conquistara nenhum título, o que só aumenta a sua grandeza. “Nunca vão entender esse amor”.
Faltou o Vasco vencer aquele jogo, mas vi e testemunhei a sua grandeza, a sua existência vai além dos gramados – tem uma dimensão épica e social, originada a partir do povo, que confirma o futebol como a maior paixão popular do Brasil, e a torcida do Vasco como uma das mais dignas e fiéis entre todas elas.
No mais, o Rio continua lindo e atemporal, assim como o Clube de Futebol e Regatas Vasco da Gama. Aquele abraço!

Ler essa história, faz a pessoa se sentir dentro da viagem, de tão rica em detalhes e pureza de um torcedor que faz do VASCO DA GAMA não só um clube, mas aquele time que carrega consigo, a maior e mais rica história do futebol brasileiro. Grande abraço amigo, Erivan.